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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Opereta Convida: Oficina de RPG na Opereta


Quer saber o que é Role - Playing Game? Acesse e leia O que é RPG?, por Eduardo Soulsteal Silva.



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Associação Cultural Opereta
Endereço: Rua Dr. Emílio Ribas,  S/N - Vila Sopreter - Poá / Telefone: 11 4638-2700 / Blog: acopereta.blogspot.com / E-mail: acopereta@gmail.com / Facebook: Associação Cultural Opereta / Comunidade no Facebook: Associação Cultural Opereta Google Plus: Associação Cultural Opereta Comunidade no Google Plus: Associação Cultural Opereta Canal Youtube: acopereta / Twitter: @acopereta

 

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

"Ara Pyau Liturgia para o Povo Invisível", Teatro Girandolá

No período de 27 de julho a 05 de agosto de 2012, a Associação Cultural Opereta,  Organização Não Governamental (ONG) - Sem Fins Lucrativos, vem realizando a IV Mostra de Artes Cênicas Opereta. Durante esse período a ONG vem contando com diversas atrações no espaço físico da nossa instituição, bem como próxima a ela. No primeiro dia do evento, contamos com a presença grupo Teatro Girandolá com a peça "Ara Pyau Liturgia para o Povo Invisível".


Fotos: Joyce Gomes

As apresentações ainda estão rolando até o dia 05 de agosto. Acesse ao blog Mostra de Artes Cênicas Opereta para conhecer as próximas apresentações teatrais. 


Venha prestigiar mais esse evento na Opereta!


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Joyce Cristina Leme Gomes
Professora da Rede de Ensino de Poá, Graduada em Letras (UBC), Graduando em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda (UMC). É voluntária como Secretária na Diretoria Executiva, bem como na Comunicação da Organização Não Governamental (ONG) Associação Cultural Opereta. Atualmente desenvolve o blog da Associação Cultural Opereta, Joyce Gomes: Professora e Publicitária e Cantinho das Letras.

Homenagem à Associação Cultural Opereta, por Claudio Domingos Fernandes


Claudio Domingos Fernandes
Formado em Filosofia (Licenciatura), casado, dois filhos, trabalha na Secretaria de Educação de São Paulo, leciona Filosofia no Ensino Médio. Coordena Oficinas Culturais na Associação Cultural Opereta, onde ensina Italiano. É membro do conselho do Instituto de Formação Augusto Boal. É membro fundador da Associação Cultural Rastilho (A.CURA). Lançou VACUOS MUNDI. E-mail: cdomimgosfernandes@uol.com.br

sábado, 10 de março de 2012

Sobre o Papel da Escola, por Claudio Domingos Fernandes
























“A finalidade de nossa escola é ensinar a repensar o pensamento, a des-saber o sabido e duvidar de sua própria dúvida; esta é a única maneira de começar a acreditar em alguma coisa” (Juan de Mairena, in Morin, Edgar).

A relação Escola – Professor - Aluno se dá em nome do conhecimento. Pois, o conhecimento é uma necessidade que permeia todo o existir humano. O homem busca e necessita saber, faz parte de si, pois, “é próprio do homem buscar ser sempre algo mais do que é, e isto se dá mediante o conhecimento” (Rodner Lúcio). Sem nada conhecer o homem se anula, torna-se um nada; coisa nenhuma. Para isto é a escola, para tirá-lo de sua nulidade, de sua ignorância, de seu não saber; para dar-lhe instrumentos que o possibilite, potencialize-o, no processo de se fazer e Ser. “A escola é um lugar de produção de saber por excelência, é um lugar de transmissão de conhecimento” (Marisa Faermam Eizirik). No entanto, a escola é meio, é passagem, é caminho. Não é fim. Existem outros caminhos, outros meios, que não a escola. Caminhos, por vezes, mais eficientes. Mas caminhos, passagens. O fim é sempre o conhecimento. Mas mesmo o conhecimento é, ainda, meio. Pois o homem, diante de si e do mundo, está sempre por se definir, é em permanente estado de vir-a-ser. O ambiente, as múltiplas relações sociais, o mundo de informações que o toma, a cultura, também lhe plasmam. Mas a ele compete assumir-se, responder por seu destino, pois Sujeito de si mesmo: seu destino é ele quem o forja, seus caminhos é ele quem os escolhe. 

Disto concorre que “conhecer é estar constantemente avaliando a existência humana” que segundo Adriano, personagem de Marguerite Yourcenar, acontece mediante três meios: “o estudo de si mesmo, o mais difícil e o mais perigoso, mas também o mais fecundo dos métodos; a observação dos homens, que se arranjam freqüentemente para ocultar-nos seus segredos ou por nos fazer crer que os têm; os livros, com os erros peculiares de perspectiva que surgem entre suas linhas”. Utilizando-se destes meios, a escola propicia um quarto, que prima por sua excelência, o encontro, a relação. Onde, de fato, os homens se encontram se dá o conhecimento. 

A escola é, pois, o lugar onde encontro e conhecimento se casam naturalmente. O que amalgama este dois elementos é a linguagem: “Aprender o mundo humano é aprender uma linguagem” (Rubem Alves). É mediante a linguagem que se dá o encontro entre os homens, e, é confabulando que o homem corrige ou afirma, apura, amplia e enriquece seus saberes e a si mesmo.

Por se dar de encontro entre sujeitos, mediado pela linguagem, conhecimento não se dá recitativamente ou por imposição. A linguagem nos envolve num mundo de existências humanas, em tramas constituídas por sonhos, fantasias, desejos, projetos e anseios individuais. Num encontro onde se estabelece o discurso unidirecionado, há o acumulo de informação e o embotamento de mentes. A linguagem educativa é dialética e, por conseguinte, dialogal. Um diálogo embatido, mas, ao mesmo tempo respeitoso, porque considera a diversidade, porque valoriza a autonomia do pensar e a reflexão crítica, porque respeita os tempos de cada sujeito e porque busca o esclarecimento, a Verdade. “O verdadeiro diálogo não pode existir se os que dialogam não se comprometem com o pensamento critico; pensamento que, não aceitando a dicotomia mundo-homem, reconhece entre eles uma inquebrantável solidariedade; pensamento que percebe a realidade como processo de evolução, de transformação, e não como uma entidade estática; pensamento que não se separa da ação, mas que se submerge, sem cessar, na temporalidade, sem medo, sem riscos” (Paulo Freire).

Nesta dinâmica, professores e alunos assumem papel fundamental enquanto agentes do conhecimento, mediados pela linguagem. Ao professor cabe oferecer ao aluno sua capacidade de mapeamento da realidade (Morin), seu poder de reflexão, seus conhecimentos científicos, literários e humanos, ampliando-os constantemente. Ao aluno compete a disponibilidade de se deixar conduzir, a principio, pelos meandros do pensamento critico, até assumir, por si, autonomia de pensar o próprio pensar e questionar-se sobre o mesmo, seus fundamentos e suas implicações político-éticas, avaliando constantemente a existência humana pelo estudo de si mesmo, a observação dos homens ao seu redor e a freqüente visita aos livros e periódicos jornalísticos, especializados, etc.

É neste sentido que a escola torna-se fundamental no processo por meio do qual o homem se humaniza. Mas é preciso sempre lembrar que ela está a serviço do sujeito, o sujeito não está, de modo algum, restrito a ela. 

Claudio Domingos Fernandes
Formado em Filosofia (Licenciatura), casado, dois filhos, trabalha na Secretaria de Educação de São Paulo, leciona Filosofia no Ensino Médio. Coordena Oficinas Culturais na Associação Cultural Opereta, onde ensina Italiano. É membro do conselho do Instituto de Formação Augusto Boal. É membro fundador da Associação Cultural Rastilho (A.CURA). Lançou VACUOS MUNDI. E-mail:cdomimgosfernandes@uol.com.br

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Artigo: O saco é um saco, por Luci Bonini










Esta frase foi utilizada na campanha do Ministério do Meio Ambiente para promover a mudança das sacolas de supermercado. O mundo consome um milhão de sacolas plásticas a cada minuto, isso significa 1 bilhão e 44 milhões de sacolas por hora e 525 bilhões de sacolas por ano.

Agora imagine a quantidade de embalagens plásticas que todas essas sacolas carregam dentro delas. Embalagens de óleo, refrigerante, arroz, feijão, sabonete, shampoos, sucos e leites em embalagens tetrapak, etc. Para conhecer o tamanho da tragédia, assista ao documentário A Ilha de Lixo no Pacífico, no youtube - seu território é maior que os Estados do Rio, São Paulo, Minas e Goiás juntos.

Tudo o que compramos vem em embalagens descartáveis - nós consumidores é que acabamos ficando com o problema, somos os responsáveis pela quantidade de lixo no planeta - nós que não fabricamos nada disso.

As empresas poderiam produzir embalagens e produtos recicláveis: escovas de dente, isqueiros, canetas, cartuchos de impressora, computadores e impressoras etc. Ficaria tudo mais simples!

Já encontraram isqueiros e cabos de escova de dente no estômago de albatrozes e golfinhos confundem sacos plásticos boiando com comida, e claro, esses animais morrem. Aí então resolveram substituir as sacolas de supermercados pelas novas feitas de plástico oxibiodegradáveis.

Não há ainda uma certeza de que o plástico de que é feita a sacola seja mesmo uma saída. Pesquisadores acreditam que esses plásticos contêm aditivos que auxiliam a degradação em minúsculos pedaços mais rapidamente, ajudados pelo calor de 40 graus e pela luz direta, aí então esses pedacinhos serão digeridos por micróbios - no Brasil, nem todas as regiões têm um calor de 40 graus e nem sempre estes sacos plásticos estarão sob a luz visível. 

Eles também precisam estar em contato com bastante oxigênio, mas se forem parar nos aterros sanitários, isso também será um obstáculo.

Segundo a pesquisadora Eloísa Garcia, do Cetea (Centro de Tecnologia de Embalagem de São Paulo), os micro-pedacinhos de plástico são compostos, também, de resíduos de tinta e pigmentos de impressão, usados para dar cor às sacolinhas, e eles contêm metais nas suas fórmulas. Para ela: "Todas essas partículas vão se espalhando e causando danos irreversíveis, dos quais só teremos conhecimento no futuro. Tais resíduos contaminam os lençóis freáticos e as plantas. Os animais, por sua vez, se alimentam dessas plantas e nós nos alimentamos deles. Assim, estaremos todos contaminados".

É preciso exigir consciência ambiental de todos: fabricantes e consumidores. E, para concluir, coloco aqui um provérbio indígena que diz: "Quando a última árvore tiver caído, quando o último rio tiver secado, quando o último peixe for pescado, vocês vão entender que dinheiro não se come."

Luci Bonini 
Dra. Com. e Semiótica pela PUC-SP, professora universitária, coordenadora do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas da Universidade de Mogi das Cruzes. Facebook Luci Bonini. Twitter: @lucibonini

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Sopreter, por Claudio Domingos Fernandes








Terça feira gorda de carnaval, a cabeça pesa, a garganta amarga, o estomago revira. E para não lembrar qualquer micagem nos dias de Momo, tento prender-me ao ofício. Mas o cheiro de outra pele que não a minha, nauseia o ar e tenta ativar a memória por fragmentos de um sorriso aqui, um aceno ali, uma cantada banal: “não acredito que disse isto”... 

Folheio o jonal, ligo o radio, abro o dicionário... Retomo o ofício, tento centrar-me na tarefa. O copo sobre a mesa atira-me, imagens, sobre imagens assomam-se em mim: “não acredito: sou mesmo uma besta, um cretino!”... “Com a Jhanna, jamais me pasou pela cabeça?”... “Será que alguém percebeu... vou negar até no túmulo”... 

Procuro e não acho uma palavra que abra um texto, e preciso entregar até o fim da tarde. Já, já me ligam da redação. Prometi para ontém. Ainda está no copo a marca do batom... Agora me dou conta, a louça está lavada. Então porque este copo, e somente ele sobre a mesa?...: “Mathilda!”, filha da puta! Quer me encrencar!” 

Marianne esta com as crianças no litoral. Eu não suporto o litoral nesta época, depois tinha o artigo a ser entregue... 

Ao lado do copo, só agora percebo, um bilhete: “Ontém você não pode sair comigo, seu cretino, porque iria buscar Marianne e as crianças... Me explique este batom, ou minha irmã vai ficar sabendo de tudo”. 

“Fudeu!!!” A cabeça pesa, a garganta amarga, o estomago revira, tenho um texto para terminar e agora isto: “Mathilda!”... 

Ligo para um amigo: “preciso de sua ajuda, tenho que escrever um texto sobre a arte de interpretar, mas estou numa enrrascada daquelas, você não quer ver isto pra mim?... Isto, pro fim da tarde!...” 

Encontro Mathilda deitada de bruços à beira da piscina: “Flor não é o quê você esta pensando...” 

Fim de tarde a cabeça já não pesa mais, o estomago funciona bem, o sabor de Mathilda sinto-o na ponta da língua.

Minutos antes recebi o texto de meu amigo: “Sopreter é um termo que não se encontra no dicionário. Eu o encontrei na designação de um bairro, de uma pequena cidade de interior. Brincando, tornei-a uma palavra composta de origem grega: So, que significa assim e preter, que significar intérprete. A brincadeira serve para a arte de interpretar, que é o jogo de fazer de sua versão sobre um fato, a verdade deste fato...”
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Claudio Domingos Fernandes
Formado em Filosofia (Licenciatura), casado, dois filhos, trabalha na Secretaria de Educação de São Paulo, leciona Filosofia no Ensino Médio. Coordena Oficinas Culturais na Associação Cultural Opereta, onde ensina Italiano. É membro do conselho do Instituto de Formação Augusto Boal. É membro fundador da Associação Cultural Rastilho (A. CURA). Lançou VACUOS MUNDI. E-mail: cdomimgosfernandes@uol.com.br. Facebook: Claudio Domingos Fernandes.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Clipes, por Marco Maida














Algumas pessoas acreditam que o grau de desenvolvimento de uma sociedade se dá pelo seu progresso tecnológico. Eu discordo! Defendo o retrocesso...

Mais uma manhã ..., as manhãs não representam muitas novidades: Rosto que vai, rosto que vem, apenas rosto...! O mesmo sol, o mesmo cheiro na rua, cheiro de manhã, ..., tantos poetas já cantaram esse cheiro da manhã para os seus amores, mas é apenas cheiro de manhã!

Todas as manhãs encontro um número incontável de clipes soltos pelo chão, ...eles não são iguais!

Clipes me surpreendem..., pequenos, GRANDES, coloridos, nenhum igual ao outro. Fico feliz em vê-los descansando, passivos e inúteis, ... apenas clipes. Não têm pretensão de ser recolhido, reutilizado, reciclado, ..., mesmo porque não sonham, não pretendem, apenas descansam ao chão.

Rostos estranhos esboçam caricaturas de sensação: pretendem revelar uma identidade, vão e vêm velozes em busca de seus objetivos; objetivos que não são objetos, mesmo porque não existem os objetos senão pelo valor que eles atribuem ao seu possuidor.

Ninguém tem por objetivo possuir um clipes!

As pessoas usam clipes para depois descarta-los, para joga-los no chão...;

Abnegação... ?!

Não...! Afirmação de sua inutilidade! Ser inútil não significa não ser; pelo contrário, ser inútil é sua identidade.

Quem dera ser como o clipe: aceitar ser inútil!

Pretendemos muito. Quanto mais manhãs mais necessidades se-nos apresentam: abrir os olhos do corpo é cerrar as portas ao mundo, ..., encarcerar-se enfim! A cada nova e mesma manhã queremos superar o fenecer, afirmar a eternidade, sentir útil, queremos a todo custo afirmar-nos dentro de um plano que tem finalidade, que pode ser olhado e compreendido como um “todo acabado”...

Quem dera ser como o clipe: Abnegado..., descansando passivamente deitado ao chão!

Caçamos a felicidade enquanto os clipes retorcidos, quebrados, inúteis descansam solitariamente..., despreocupados.

Empresas, Lucro, Bolsa de Valores, Mercado Global, Transnacionais, Micro-empresa, micro-crédito, Bolsa Escola, Auxílio Gás, Vale Transporte, Cesta Básica, Cheque sem fundo, CPMF...

O clipe participa dessas transações: segura os papéis, prende um cheque a uma conta que deve ser paga pelo Boy, prende os memorandos das secretárias, quando desdobrado serve para coçar o ouvido do burocrata, ..., presente e ao mesmo tempo ausente o clipe sobrevive no espaço da burocracia..., mantêm-se Abnegado, e depois de uma certo tempo, inútil!

Quem dera ser como o clipe...

Vi dois clipes emaranhados!

Apaixonados? Não..., emaranhados!


A presença próxima de um outro clipe, por mais próxima, não incomoda, não provoca, não pretende, o clipe continua ali, descansando deitado ao chão..., sem paixão e nem pretensão..., deitado, descansando, inútil...

MAIDA, Marco Aurélio P. Memorias de Onã. São Paulo: Edição do Autor, 2011.
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Marco Maida
Mestrando em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, membro da Associação Cultural Rastilho. Facebook: Marco Aurélio Pinheiro Maida. E-mail: mapmaida@hotmail.com. Twitter @mapmaida

Cenário da Vida, por Joyce Gomes

A noite vai, o dia vem. A estrela brilha e aponta para algo que sequer podemos ver. O foco do seu brilho ilumina a parte inferior. A luz alaranjada acompanha as estrelas em sua jornada solitária. A noite cede lugar, deixando o monólogo para o dia.

Mas a luz alaranjada, em sua teimosia, insiste em permanecer no tablado um pouco mais de tempo, mesmo depois da claridade surgir. Essa claridade ganha força, deixando a cor azul com resquícios de tom amarelado.

A brisa acompanha essa adaptação madrugada adentro e acaricia corpos com sua leve calmaria. O sopro se ameniza no passar das horas. Ao passo que, o amarelão ganha destaque no infinito.

Noite, madrugada, manhã, tarde... Tudo se transforma quase num piscar de olhos. As mudanças ocorrem para aqueles que observam. Percebo a beleza dos momentos através desse cenário, dessa iluminação...

Acorda! A peça já está estreou!
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Joyce Gomes
Graduada em Letras, graduanda em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda, Professora de Língua Inglesa na Secretária Municipal da Educação de Poá, Secretária da Diretoria Executiva e Coordenadora em Comunicação da ONG Associação Cultural Opereta. Facebook: Joyce Gomes. Twitter: joycegomes73. Blogs: Joyce Gomes: Publicitária e Professora e Cantinho das Letras.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

A televisão me deixou burro..., por Luci Bonini


Muito burro demais... Agora todas as coisas que eu penso me parecem iguais. Este é um trecho da música Televisão dos Titãs e é bastante verdadeiro se atentarmos para o papel da tevê nos dias atuais.

A Constituição Federal de 88 (CF/88), em seu artigo 221, afirma que as emissoras de rádio e televisão devem dar preferência a programas com finalidade educativa, artística, cultural e informativa, mas infelizmente não é isso que vemos nos canais abertos.

Reality shows se espalham pela tevê brasileira provocando mais comentários do que a própria realidade caótica em que vivemos, discute-se muito sobre as brigas de pessoas, peças de um jogo, do que os problemas nacionais que afetam os destinos da população. Este tipo grotesco de espetáculo tem suas origens nos programas de jogos no rádio e nos programas de calouros. Ao colocar pessoas do povo na cena, a televisão cria um grau maior de semelhança entre o público e os ´atores´.

Cada personagem dentro de um reality show procura desenvolver seu ´papel´ de modo a sensibilizar um grupo de pessoas: há o mau caráter, a boazinha, o fofoqueiro, o excluído etc. Como num jogo, eles sabem o que podem fazer com que seu personagem se mantenha mais tempo no tabuleiro.

A CF/88, no mesmo artigo afirma que a televisão deve promover o respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família, mas sabemos que não é bem isso que acontece. 
Li sobre o suposto caso de estupro no BBB12 e tenho lido alguns absurdos sobre o que fazem as Mulheres Ricas.

Esses casos me fazem lembrar uma história: na Roma antiga, a cidade começou a ficar superpopulosa porque muitos deixaram o campo para tentar a vida na cidade. O crescimento urbano gerou problemas sociais e com medo de uma revolução, o imperador criou um programa para divertir o povo romano: no Coliseu, o circo romano, aconteciam as lutas dos gladiadores com leões ou outras feras caçadas na África ou mesmo com seres humanos, no caso os cristãos, pois eles eram contra a religião oficial de Roma. 

Esta estratégia ficou conhecida como a política ´panem et circences´ (pão e circo). Esta carnificina demorava o dia todo, por isso ao longo do evento distribuíam-se alimentos (trigo e pão). O final do espetáculo era marcado pelos corpos despedaçados na arena e os vencedores eram carregados triunfantes pelas ruas da cidade. O senado romano chegou a colocar 175 feriados no ano para promover estes espetáculos, porque assim o povo se divertia, não passava fome e esquecia os problemas comentando todas as façanhas e tragédias acontecidas naquele dia ou semana. Isso era uma forma de manter a população sob controle, esquecendo-se dos problemas de saúde, habitação e emprego e da política também.

Qualquer semelhança com os dias de hoje não é mera coincidência! Mudam-se os tempos, mas as manobras para nos emburrecer continuam as mesmas.


Luci Bonini
Dra. Com. e Semiótica pela PUC-SP, professora universitária, coordenadora do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas da Universidade de Mogi das Cruzes. Facebook Luci Bonini. Twitter: @lucibonini

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Trabalho voluntário requer identificação e significado, diz psicóloga em entrevista

Aos 15 anos, a psicóloga Valéria Macedo começou a participar de um grupo de jovens da Igreja Católica, que visitava asilos e creches. Este foi o seu primeiro contato com o trabalho voluntário. Foi o momento em que o desejo de ajudar as pessoas começou a ser cultivado em sua vida. Hoje, ela integra a equipe do Hospital do Câncer Dr. Flávio Isaías Rodrigues e da Associação Beneficente de Controle do Câncer Alto Tietê. Confira o papo no blog Essencial Vida & Saúde e inspire-se!

Carta ao Pedro Gandolla, por Claudio Domingos Fernandes





















Caro Pedro,


Eu sou professor, e eu estou, por questões pessoais, concientes e decididas, pouco me lixando com aquilo que 90% das pessoas pensa ser Educação. Existe sim um modelo educacional neste pais. Modelo este que favorece apenas 1/3 destes 25% de alfabetizados plenos que você acredita existir. Eu penso ser menos. Eu não me penso “cidadão do mundo”, eu não pretendo ser cidadão em meu bairro, não me vejo neoliberal, também não me atiro de corpo e alma ao radicalismo de esquerda. 



O Governo não está mal assessorado não, pelo contrário, ele e aqueles a quem serve sabem bem o que faz. Acreditar que o fracasso da escola pública é devido ao não interesse de pais alunos e professores, sem considerar que isto é estratégico, isto sim é um discurso rasteiro. É verdade, o sistema está falido, mas não está morto, e continua usando de seu maior trunfo: a dissimulação. 



Eu não sou só professor e não-cidadão (eu não quero ser cidadão deste sistema. É isto – este desejo ilusório – que me torna vitima dele, refém de suas manobras). É a isto que a escola serve, e não será na escola, um mecanismo da burguesia industrial (já superamos a industrialização?), que iremos educar para qualquer coisa que não seja o “exercicio da plena cidadania, ou do espirito bovino” . Eu sou escritor (poeta) e articulador cultural (logo faço pouca diferença). Participo da Associação Cultural Opereta, da nascente Associação Cultural Rastilho, do Instituto de Formação Augusto Boal (Joguetes Ilusórios). 



Eu não sei o que de fato seja Educação e não me preocupo com isto (saber isto me levaria à morte: não tenho vocação para messias). E mesmo me lixando para o que penso ser escolarização, me preocupo com meus alunos-vítimas das estratégias políticas e econômicas que mantém a eles e os 75% de semi alfabetizados “cidadisticamente” acreditando que podem fazer a diferença (eu não deveria me preocupar com eles, antes deles mesmos. Isto me mata). E seja neoliberais, seja radicais de esquerda, seja os de centro, todos esperam que nos tornemos cidadãos: bois em seus pastos. Eu quero não ser. Falta-me senso de realidade. Tenho, porém, muito pouca motivação para vislumbrar qualquer coisa que se pretenda real. Tudo é ilusão!!! O meu discurso, o teu, o do Dalai Lama.



Claudio Domingos

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Palhaços, por Claudio Domingos Fernandes


No sábado tive o prazer de acompanhar alguns amigos ao teatro. Fomos assistir no Galpão do Folias ao espetáculo Palhaços de Timoncheco Whebi, com Dagoberto Feliz e Danilo Grangheia e Direção de Gabriel Carmona.

Palhaços retrata os bastidores de um circo, especificamente o camarim de um palhaço, este espaço é invadido por um espectador – um vendedor de sapatos, que quando criança desejou companhar um Circo que passara por sua cidade, mas o pai o impedira com uma surra (lembrei-me de meu texto vara de marmelo). O encontro deste dois seres coloca diante de nós – palhaços de todos os matizes – a questão sobre a arte e o artista.

"Para que serve o artista?" pergunta Gabriel Carmona no manifesto que apresenta o espetáculo. E se a arte é a escolha de um olhar, um ponto de vista, sobre um mundo de acontecimentos e sensações, como ele responde no corpo do manifesto, o artista não é outra coisa que um caleidoscópio, multifacetando a realidade, ante nosso olhar.

A questão do artista e de seu público fica, então, patente no desenrolar da trama em que o palhaço “vai desmontando os sonhos mais puros e os desejos mais imundos de seu fã”.

O artista só é artista porque não sabe fazer outra coisa senão arte. Ao mesmo tempo ser artista é apenas uma condição, como ser vendedor de sapatos ou espectador de um espetáculo são apenas condições, a qualquer momento podemos assumir o papel um do outro e se encontrar e se confundir neles. 

No retorno, ainda reverberando o mundo de inquietações que me suscitaram o espetáculo, o Cidão me lembrou um discurso sobre o artista. Disse ele que alguém afirmou não ser o artista um trabalhador, porque o artista não produz riquezas. Mas o trabalhador também não produz riquezas, o trabalhador apenas produz produtos com os quais não mantem senão o desejo de consumo enquanto apenas se consome. A riqueza não lhe pertence. O artista não é trabalhador não porque não produz, mas porque seu produto não é consumivel. Eu não posso apenas consumir a obra de Timoncheco, lendo-a ou fluindo-a em uma montagem. Ela me inquieta, me provoca, diz algo de mim. 

E se a arte é este provocar o olhar de si, o artista produz provocações; é o pro-vocador. E aquilo que Carmona coloca como uma incerteza ou possibilidade: “Talvez a arte seja aquele momento em que podemos olhar as coisas de maneira diferente, experimentar outras conclusões e sentimentos sobre os mesmos fatos” eu acredito ser o próprio da arte. Neste sentido, o artista está na condição do trabalhador: produz, mas não riquezas. Esta não lhe pertence. Por isso, não se pode esperar viver da arte (a segunda sessão terá menos espectadores que a primeira). O artista, no entanto, se coloca, ao mesmo tempo, sobre outra condição, seu produto não é consumível, porque esta é a grandeza de uma obra de arte: perdurar provocativa para além de seu tempo-espaço. A arte não é o produto, a tela pronta, o espetáculo apresentado, a escultura exposta, o livro editado etc. É o que aguça o olhar, amplia a capacidade de reflexão, dá uma outra dimensão ao ser humano, esvazia-o de atributos, desconcerta-o, dá-lhe a possibilidade de se reinventar e fugir aos determinismos de todos os gêneros num olhar retro-intro- expectivo. O artista não se sustenta com sua arte, sua arte o eterniza. Timoncheco Whebi é atualíssimo.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Pensar e Falar (OU SOBRE O HUMOR), por Claudio Domingos Fernandes

Sabe aquela do português? Melhor não contar. A comunidade lusitana pode não gostar. E o alemão? Porque ele ri dois dias depois de uma piada contada? Não ouso responder! Vai soar xenofobia! E da loira, você sabe? Não, é machismo! E a do padre, do pastor e do rabino? Preconceito religioso... 

Na verdade, o mundo está ficando sem graça. Quando criança, eu não era importunado por causa de minha cor, mas porque trocava o r pelo l, ou vice-versa, nunca sei ao certo. 

Na adolescência, sim, quando fui estudar em São Paulo. Certa vez caminhava pela rua dos Trilhos, na Mooca, acompanhado de outros dois amigos. Dois polícias tiveram a pachorra de parar e revistar só a mim. Meus amigos ficaram ao largo observando. 

Há alguns anos, acompanhava um amigo vindo da Itália a uma visita ao Ibirapuera. Fui parado e revistado e me fizeram perguntar a meu amigo se eu o estava importunando. Até hoje, acho que meu amigo não entendeu nada! Eu ouvi muitas vezes que “branco correndo é atleta, preto correndo é bandido”. E constatei isto na pele. 

Em 89 treinava numa equipe para a São Silvestre. Pois bem, fui parado, e só não fui preso porque minutos depois, o treinador percebendo que eu não acompanhava o grupo, resolveu vir atrás de mim. 

Ouvi muitas vezes também que “branco de branco é médico. Preto de branco é macumbeiro”. Aqui se acerta dois coelhos com uma só cajadada! “Um branco parado está esperando o ônibus. Um preto parado esta espreitando a vitima”. 

Embora provoquem um certo padrão de comportamento social, estas frases são para se rir de quem as pronuncia, porque espelham o quanto o sujeito é estúpido. Minha avó, que tinha pouco estudo, costumava dizer que “para falar uma besteira basta pensar, mas falar algo que realmente valha a pena requer repensar”. Por isso, eu não me apoquento com pessoas que despejam bobagem sobre bobagem, para fazer valer seu direito de expressão, que continuem. 

Confesso, tenho pena, porque continuando com a sabedoria de minha avó: “dizer o que pensa é fácil. Qualquer idiota pensa e fala. Difícil é pensar sobre o que se diz.” Para reforçar este ensinamento, um amigo meu me confessou que “99% das pessoas que dizem falar aquilo que pensam, não pensam pra falar. Porque se pensassem guardariam silêncio”. Acho 99% um exagero. Talvez meu amigo deva pensar melhor sobre esses números. Mas uma coisa é certa: há um abismo enorme entre falar o que pensa e pensar pra falar. 

Voltando à piada do português, sem a preocupação do politicamente correto, que é um policiamento cego, confesso que o mundo está chato, porque o humor hodierno está mais para idiotices gratuitas que para o riso. Em busca da popularidade pela popularidade, alguns ditos humoristas se abundam em apelações sarcásticas e carecem de sutileza.

A Benção, por Claudio Domingos Fernandes

Chove a três dias ininterruptamente. O rio que corta a cidade transborda desde a noite passada. Há a preocupação com a represa, já em sua capacidade máxima. Corre-se o risco de rompimento. A defesa civil monitora as encostas e emitiu alerta aos “ribanceiros” para que abandonem suas casas e procurem os abrigos improvisados. João de Deus, acamado a dois meses, vitima de acidente de trabalho, clama à esposa que desça com as crianças, três, para o abrigo. “Eu me viro minha nega!”. Maria das Dores resiste “Nego te viras como? Não podes nem se mexer!” Maria das Dores, pega caneta, papel, escreve. Arruma uma pequena mochila com alguns poucos trapos e alguns documentos. “Advaldo, meu filho, toma, pega seus irmãos e desce o morro. Não larga da mão deles não. Cuida deles meu filho. Cuida deles!”. Advaldo, o mais velho dos filhos, tem apenas nove anos. Coloca a mochila nas costas, toma o caçula nos braços, três anos, e segura firme a mão da menina, Elisa Maria, seis anos: “Bença pai! Bença mãe!... Distante dali o Sr Nahas recebe a ligação de um amigo muito especial: “Caro Governador! Quais são as novas?”. “Está tudo preparado, a reintegração se dará!” “Deus te abençoe Governador! Deus te abençoe!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Depoimento de uma voluntária após entrevista, por Joyce Gomes


No dia 26/01/2012 foi exibido pela TV Mogi News a entrevista realizada com a voluntária Joyce Cristina Leme Gomes. Essa entrevista teve como intuito comentar sobre a inscrição para o Passos da Paixão 2012. Essa notícia foi publicada nesse blog alguns dias atrás e hoje a voluntária, que também atua na Diretoria Executiva, postou no seu blog Joyce Gomes um depoimento sobre o fato. Para ver a entrevista, assista ao vídeo no Canal Youtube da nossa ONG.

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"Quando me perguntaram se eu podia dar a entrevista, não queria, mas fui. Chegando lá no estúdio, me deu vontade de sair correndo já que eu não curto ser filmada. Encarei o desafio. A entrevista começou. E no meio, além do nervosismo, me deu um baita branco! 

Acabou a entrevista. E num lapso de momento, recordei-me dos seminários já apresentados. E sabe de uma coisa?

Apresentar/ ser entrevistada na televisão (e ao vivo) é muito mais difícil do que expor o trabalho num seminário. Sabe por quê? 

É mais difícil porque, neste eu vejo as pessoas e penso comigo "São meus alunos! São meus alunos!" e naquele, os espectadores estão ausentes do local da entrevista.

Foi bem interessante a experiência e vai para o meu baú de histórias. 

Agradeço a receptividade dos colaboradores da TV Mogi News. 

Agradeço também ao Marco Antônio Senna bem como aos demais idealizadores da ONG Associação Cultural Opereta. 

E por fim, agradeço ao apoio do Anderson Borges de Santana.

E quer saber de outra coisa?

Tenho meus próprios ideais de vida e batalho para atingi-los. E ser voluntária na Opereta faz parte disso. Ser voluntária me traz alegria por ser útil em algo que refletirá positivamente sobre a sociedade. Além disso, isso me mantém em contato com pessoas que também se interessam por "Cultura"... Assim como eu me interesso! Estar próximo daquilo que se interessa é um passo para mudar o mundo. E eu, sozinha, não consigo isso, mas sou uma pessoa que poderá auxiliar nessa mudança, assim como todos vocês!

Vamos colocar a mão na massa... Mãos à obra!"
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Você também tem alguma história para nos contar? Envie-nos! E-mail: acopereta@gmail.com