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domingo, 25 de março de 2012

Opereta divulga: Técnicas para gerenciamento de tempo, no blog Balcão da Arte
















A citação retirada do Jornal Folha de São Paulo leva-nos a pensar sobre a questão de planejamento e organização profissional e pessoal para cultivar o bem-estar e, assim, usufruir de momentos de entretenimento com os amigos e familiares. E como todos nós estamos a merce da falta  de tempo nesse mundo ocupado... É bom conhecer as técnicas para gerenciamento dele.

Para saber mais sobre o artigo do Jornal Folha de São Paulo, acesse o blog Balcão da Arte: Técnicas para gerenciamento de tempo, por Joyce Gomes e usufrua das dicas fornecidas pelo jornal e transcritas pela blogueira no link acima.


sábado, 25 de fevereiro de 2012

Artigo: O saco é um saco, por Luci Bonini










Esta frase foi utilizada na campanha do Ministério do Meio Ambiente para promover a mudança das sacolas de supermercado. O mundo consome um milhão de sacolas plásticas a cada minuto, isso significa 1 bilhão e 44 milhões de sacolas por hora e 525 bilhões de sacolas por ano.

Agora imagine a quantidade de embalagens plásticas que todas essas sacolas carregam dentro delas. Embalagens de óleo, refrigerante, arroz, feijão, sabonete, shampoos, sucos e leites em embalagens tetrapak, etc. Para conhecer o tamanho da tragédia, assista ao documentário A Ilha de Lixo no Pacífico, no youtube - seu território é maior que os Estados do Rio, São Paulo, Minas e Goiás juntos.

Tudo o que compramos vem em embalagens descartáveis - nós consumidores é que acabamos ficando com o problema, somos os responsáveis pela quantidade de lixo no planeta - nós que não fabricamos nada disso.

As empresas poderiam produzir embalagens e produtos recicláveis: escovas de dente, isqueiros, canetas, cartuchos de impressora, computadores e impressoras etc. Ficaria tudo mais simples!

Já encontraram isqueiros e cabos de escova de dente no estômago de albatrozes e golfinhos confundem sacos plásticos boiando com comida, e claro, esses animais morrem. Aí então resolveram substituir as sacolas de supermercados pelas novas feitas de plástico oxibiodegradáveis.

Não há ainda uma certeza de que o plástico de que é feita a sacola seja mesmo uma saída. Pesquisadores acreditam que esses plásticos contêm aditivos que auxiliam a degradação em minúsculos pedaços mais rapidamente, ajudados pelo calor de 40 graus e pela luz direta, aí então esses pedacinhos serão digeridos por micróbios - no Brasil, nem todas as regiões têm um calor de 40 graus e nem sempre estes sacos plásticos estarão sob a luz visível. 

Eles também precisam estar em contato com bastante oxigênio, mas se forem parar nos aterros sanitários, isso também será um obstáculo.

Segundo a pesquisadora Eloísa Garcia, do Cetea (Centro de Tecnologia de Embalagem de São Paulo), os micro-pedacinhos de plástico são compostos, também, de resíduos de tinta e pigmentos de impressão, usados para dar cor às sacolinhas, e eles contêm metais nas suas fórmulas. Para ela: "Todas essas partículas vão se espalhando e causando danos irreversíveis, dos quais só teremos conhecimento no futuro. Tais resíduos contaminam os lençóis freáticos e as plantas. Os animais, por sua vez, se alimentam dessas plantas e nós nos alimentamos deles. Assim, estaremos todos contaminados".

É preciso exigir consciência ambiental de todos: fabricantes e consumidores. E, para concluir, coloco aqui um provérbio indígena que diz: "Quando a última árvore tiver caído, quando o último rio tiver secado, quando o último peixe for pescado, vocês vão entender que dinheiro não se come."

Luci Bonini 
Dra. Com. e Semiótica pela PUC-SP, professora universitária, coordenadora do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas da Universidade de Mogi das Cruzes. Facebook Luci Bonini. Twitter: @lucibonini

domingo, 19 de fevereiro de 2012

A televisão me deixou burro..., por Luci Bonini


Muito burro demais... Agora todas as coisas que eu penso me parecem iguais. Este é um trecho da música Televisão dos Titãs e é bastante verdadeiro se atentarmos para o papel da tevê nos dias atuais.

A Constituição Federal de 88 (CF/88), em seu artigo 221, afirma que as emissoras de rádio e televisão devem dar preferência a programas com finalidade educativa, artística, cultural e informativa, mas infelizmente não é isso que vemos nos canais abertos.

Reality shows se espalham pela tevê brasileira provocando mais comentários do que a própria realidade caótica em que vivemos, discute-se muito sobre as brigas de pessoas, peças de um jogo, do que os problemas nacionais que afetam os destinos da população. Este tipo grotesco de espetáculo tem suas origens nos programas de jogos no rádio e nos programas de calouros. Ao colocar pessoas do povo na cena, a televisão cria um grau maior de semelhança entre o público e os ´atores´.

Cada personagem dentro de um reality show procura desenvolver seu ´papel´ de modo a sensibilizar um grupo de pessoas: há o mau caráter, a boazinha, o fofoqueiro, o excluído etc. Como num jogo, eles sabem o que podem fazer com que seu personagem se mantenha mais tempo no tabuleiro.

A CF/88, no mesmo artigo afirma que a televisão deve promover o respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família, mas sabemos que não é bem isso que acontece. 
Li sobre o suposto caso de estupro no BBB12 e tenho lido alguns absurdos sobre o que fazem as Mulheres Ricas.

Esses casos me fazem lembrar uma história: na Roma antiga, a cidade começou a ficar superpopulosa porque muitos deixaram o campo para tentar a vida na cidade. O crescimento urbano gerou problemas sociais e com medo de uma revolução, o imperador criou um programa para divertir o povo romano: no Coliseu, o circo romano, aconteciam as lutas dos gladiadores com leões ou outras feras caçadas na África ou mesmo com seres humanos, no caso os cristãos, pois eles eram contra a religião oficial de Roma. 

Esta estratégia ficou conhecida como a política ´panem et circences´ (pão e circo). Esta carnificina demorava o dia todo, por isso ao longo do evento distribuíam-se alimentos (trigo e pão). O final do espetáculo era marcado pelos corpos despedaçados na arena e os vencedores eram carregados triunfantes pelas ruas da cidade. O senado romano chegou a colocar 175 feriados no ano para promover estes espetáculos, porque assim o povo se divertia, não passava fome e esquecia os problemas comentando todas as façanhas e tragédias acontecidas naquele dia ou semana. Isso era uma forma de manter a população sob controle, esquecendo-se dos problemas de saúde, habitação e emprego e da política também.

Qualquer semelhança com os dias de hoje não é mera coincidência! Mudam-se os tempos, mas as manobras para nos emburrecer continuam as mesmas.


Luci Bonini
Dra. Com. e Semiótica pela PUC-SP, professora universitária, coordenadora do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas da Universidade de Mogi das Cruzes. Facebook Luci Bonini. Twitter: @lucibonini

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Manda quem pode, por Luci Bonini


... Obedece quem tem juízo. Você já ouviu esta frase pelo menos uma vez na vida. Quem manda? Numa democracia representativa, que é o caso brasileiro, uma pessoa é eleita com certa quantidade de votos para "representar o povo", decidir em nome do povo. O eleitor dá uma procuração para o candidato poder trabalhar em seu benefício e em benefício de uma coletividade, pelo menos em tese.

Quando se fala em políticas públicas, fala-se em pressionar os eleitos para elaborarem projetos de melhoria de vida da população. Quem pressiona? A resposta certa é a população, são os eleitores.

Como na nossa democracia são eleitos aqueles que têm a maioria dos votos, esses devem procurar pelos que não votaram nele a fim de saber seus anseios e suas necessidades a para que possa ajudar para além de suas promessas de campanha.

Para conhecer melhor o panorama da nossa situação eleitoral regional, fui até o site do IBGE para somar quantos somos na região do Alto Tietê incluindo Guarulhos: 2.464.324 habitantes - mais que o dobro da população de Campinas. Aproveitei para ir ao site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para saber quantos eleitores tínhamos na região que engloba todas as cidades do Alto Tietê, também, incluindo Guarulhos e cheguei ao resultado de 809.563 eleitores, mas encontrei coisas interessantes, por exemplo: Salesópolis no site do IBGE, tem 15.635 habitantes, no site do TRE, 14.049 eleitores, achei estranho - será que é uma cidade que não tem crianças, só adultos? A diferença é de 1.586 não eleitores apenas. Biritiba Mirim apresenta uma anomalia semelhante: 28.575 habitantes segundo o IBGE, e, 21.101 eleitores, segundo o TRE. O mesmo acontece em Guararema: 25.844 habitantes e 20.415 eleitores.

Acho que essas discrepâncias devem ser revistas pelos órgãos que fazem essas estatísticas.

Com tantos habitantes e tantos eleitores vamos dar voz à população? Será que não é possível que em bairros surjam grupos que possam reivindicar melhorias? Onde estão as entidades que atuam na inclusão de pessoas com deficiências, dos idosos, das crianças e mulheres em estado de vulnerabilidade, da educação social. Onde estão as pessoas de boa vontade que atuam nas associações de bairro? Esses grupos podem nos ajudar a elevar nossa voz para a melhoria das cidades e da região como um todo. São essas entidades que pressionam os governos para que eles coloquem em suas agendas as melhorias dos bens públicos que precisamos: transporte, hospitais e postos de saúde, escolas, vias públicas etc.

Nesse ano teremos eleições novamente, precisamos pensar sobre o papel das forças políticas que virão pedir nosso voto. São os representantes que você escolhe que vão decidir o que é bom para você, pense nisso antes de dar sua procuração em branco para seu candidato. 


Luci Bonini
Dra. Com. e Semiótica pela PUC-SP, professora universitária, coordenadora do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas da Universidade de Mogi das Cruzes. Facebook Luci Bonini. Twitter: @lucibonini